quarta-feira, 31 de março de 2010

Sorriso Reluzente.

O sinal fecha. Mãe e filha correm pelas ruas.
- Me dá uma moedinha, moço ?
A mão, estendida com desprezo para fora da janela do carro, continha apenas alguns centavos.
- Deus lhe pague, moço !
Em sua frente, apenas o vidro preto, fechado rapidamente.
O sinal abre. O dinheiro não era suficiente para alimentar duas pessoas que estavam a dois dias sem ingerir nada.
A mãe se desesperava vendo a filha naquele estado. Mas infelizmente não podia fazer mais nada, além de lutar por míseras moedas (que para elas eram muito valiosas), a cada vez que o sinal fechava.
A filha, na verdade, era muito pequena para compreender a real situação. Levava um sorriso reluzente no rosto, tinha vontade de viver ! E para sua mãe, era mais preciosa que qualquer coisa do mundo.
É chegada a hora de dormir. Toda noite era um tormento, ainda mais, as frias.
Ajeitaram-se em pedaços de papelão.
A filha tossia alucinadamente. Estava pálida.
A mãe temia por isso. Envolveu-a com os braços cheios de carinho.
- Boa noite, filhinha.
O dia amanheceu nublado.
Sem reação ficou a mãe quando percebeu que a menina não respirava. Não se mexia. Não tinha brilho nos olhos... Não vivia.
Continuou deitada, envolvendo-a. Nada mais fazia sentido.
Seus gritos de dor acordaram os moradores das redondezas. Era a pior dor que alguém pode sentir: a perda.
Ela não podia pensar em nada concreto. Afogada nas próprias lágrimas, sussurrou no ouvido da filha:
- Boa noite para sempre, filhinha.
Fechou os olhos, e deixou que a mesma criatura ingrata que levou a menina, levasse a ela também.
Mas, em algum lugar distante, as duas se reencontraram. Agora a mãe também levava consigo um sorriso reluzente. Tinha vontade de viver, porém, onde pudesse por toda a eternidade, estar pertinho de sua pequenina.
E juntas, de mãos dadas, encontraram a luz.
Alice de Barros.

terça-feira, 30 de março de 2010

Imagens.

Murchando.
Reflexo.

Poeira.


Pequeninas.



Cola quente.
Alice de Barros.




Estou Falando do Melhor


O Luiz foi simplesmente o melhor professor do mundo ♥
Eu não tenho nem palavras para descrever o quanto ele foi importante na nossa vida, e eu falo por tudo, nada foi em vão, principalmente a amizade que junto dele cultivamos.
Sim é bem difícil falar dele e não chorar, se emocionar.
Eu penso assim, mais eu tenho certeza que ele que fez nossa classe se unir tanto,sabe ele foi meu irmão mais velho, e no ano passado, tudo o que eu aprendi, sim , eu devo a ele, tudo, mais tudo mesmo.
Agora só me diga, nós merecemos isso?Por que as melhores coisas sempre acabam, e, pena que nao é um conto de fadas, porque se nao tudo acabaria com um final feliz :/
As nossas brincadeiras junto junto dele, os sorrisos, os abraços, as enxesões de saco, as risadas, os conselhos, a aula, a matéria, tudo isso foi o melhor presente que uma pessoa poderia ganhar,mas acabou,o que fazer agora?
Sinceramente, não sei.
Chorar, gritar, se revoltar ou levantar a cabeça , aceitar e seguir em frente ?O que fazer ?
Nós só podemos dizer que tudo está sendo muito,mais muito difícil sem você.Sei que o melhor caminho seria a segunda opção, mais é inevitável não chorar, gritar ou até mesmo se revoltar,porque você , você era o que pelo menos pra mim me dava vontade de estudar,prestar atenção na aula, tirar boas notas; agora, agora não tenho mais estimulo pra isso, e cada vez estou me fechando mais e mais nesse meu mundo confuso e cheio de perguntas.E agora estou aqui chorando por sua ausência.Mais chorar por que acabou ou por ter acontecido?
Estamos torcendo por você de coração, e em qualquer lugar do mundo estaremos, todos, torcendo por você.Você tornou a quinta série b de 2009 a melhor quinta série de todos os tempos, e estou sentindo falta de tudo isso, eu não sei o que eu faço, não consigo mais me enganar, me diga o que fazer?
Com muito amor e carinho,nós amamos voce muito (L)


olha o Wanderley olhando com ciumes.
O brigada, simplesmente por tudo.
Isadora Maria

segunda-feira, 29 de março de 2010

Início.

Sabe aqueles dias em que você está com criatividade à flor da pele ?
Que você se olha no espelho, e sem mais nem menos começa a declamar poesias, pensar e enxergar as coisas de uma maneira extraordinária, como nunca havia acontecido antes ?
Pois é... Essa foi a minha noite do dia 03/11/2009.
Na verdade, não são tão raras as vezes que faço lindas poesias... Mas apenas no pensamento, então acabam sendo esquecidas em meio à rotina corrida. Mas nesse dia foi diferente, algo me fez parar tudo o que estava fazendo para procurar algum lugar em que pudesse guardar esses pensamentos e salvá-los de todo e qualquer perigo de esquecimento (pelo menos temporariamente) !
E foi depois de colocar abaixo o meu guarda-roupas, que achei em meio à bloquinhos velhos, cartas, antigos cadernos e diários... Ele, o meu primeiro caderninho de poesias.
No mesmo dia já ganhou um ''toque'' especial, e se tornou único !
Com apenas alguns recortes de revistas velhas, meu ''novo companheiro'', um pequeno bloquinho, digamos... Sem graça, ganhou criatividade desde a capa !
E foram várias aulas me acompanhando, noites em que não dormi, tudo para poder escrever, colocar no papel o que eu sentia.
Sabe... Nunca gostei muito de dividir estas minhas ''idéias poéticas e profundas'' com outras pessoas; Sempre gostei de guardá-las para mim. E foi esse um dos motivos para ''abandonar'' meu bloquinho.
Pra começar, achei mesmo que ele não era seguro o bastante; E outra coisa foi o fato de eu não ter percebido que não havia nele o espaço que aparentava (pelo menos para mim).
Foi então que surgiu a idéia de escrever em um caderno ! (Confesso que minha prima, Aurora, merece créditos pelo começo dessa nova jornada. Da última vez que fomos pra Limeira, estava ela com seu caderno, que coincidentemente, era também um ex-caderno de Matemática. Lá ela escrevia suas poesias e pensamentos).
Quando achei que já era hora de ''aposentar'' meu pequeno bloquinho, peguei o caderno e arranquei com voracidade as folhas que levavam consigo expressões, frações, formas geométricas e etc. (Eu e a Matemática não nos damos bem desde o prezinho).
Primeiro fiquei com um peso na consciência, pois ia tão cedo o meu bloquinho ser ''substituído'', e suas folhas nem acabadas estavam... Sim, eu estava apegada a ele!
''Mas pensei na minha vida e na falta que sinto do que já tenho''.


Alice de Barros Pires - Novembro de 2009

Ajuda,porém divetimento ! (:


Hoje eu e as minhas amigas,Alice e Diana,fomos as ruas fazer boas ações =))
Esses adolescentes de hoje em dia podem achar bem estranho cuidar do meio-ambiente,mais é disso que o planeta precisa de cada vez mais e mais ajuda.Enfim nós fomos as ruas de são Paulo fotografar o dia-a-dia de são Paulo vimos que há muita coisa feia,mais coisas muito bonitas também,como o simples voo de uma borboleta,vimos como as pessoas judiam da natureza,e aqui queremos alertar,o que custa perder um tempinho do seu banho para ajudar a natureza e por que não jogar lixo no lixo,coisas pequenas da vida,que por outro lado fazem uma GRANDE diferença !Então aqui vai algumas das nossa imagens que fotografamos hoje:




Em meio a tantos prédios,cadê a vegetação, as árvores dessa cidade?Precisamos mudar essa história!!!
O que eu acho um absurdo é o lixo esta aí e as pessoas jogarem no chão,lixo é no lixo,essas pessoas passam até por mal educadas !!!
É bom saber que tem gente cuidando do planeta :D
Agora só penso,com essas ruas esburacadas como que os cadeirantes,os deficientes visuais vão passar,essas calçadas estão precisando de reforma urgente!
Que coisa horrível,blécat :s
E o simples voo da borboleta já deixa o meu dia mais feliz (:

Que Tal ?

Fotografar é uma arte, independente do que se encontra diante da lente.

Alice de Barros Pires.


Sentimento Simultâneo

EU NUNCA ESTIVE TÃO CONFUSA NA MINHA VIDA; SOU SIMULTANEAMENTE A PESSOA MAIS FELIZ E A MAIS TRISTE DO MUNDO; NÃO TENHO MAIS CONTROLE SOBRE O MEU PRÓPRIO SER.
AS LÁGRIMAS SURGEM INVOLUTARIAMENTE, QUANDO MENOS ESPERO, JÁ ESTOU ENCOLHIDA EM MEIO A PROFUNDOS SUSPIROS QUE ME SUFOCAM...
GRAÇAS AS PESSOAS QUE EU AMO E QUE ESTÃO TODOS OS DIAS AO MEU LADO, AINDA NÃO MORRI COM O NÓ GIGANTE QUE HÁ EM MINHA GARGANTA IMPEDINDO-ME DE RESPIRAR.


Alice de Barros Pires Costa Santos – março de 2010.